Somos perturbados não por aquilo que nos acontece, mas sim pelos pensamentos que temos sobre o que nos acontece.
Epictetus
A regulação emocional é um processo que envolve o experienciar, identificar e saber modelar estados emocionais em resposta a estímulos internos ou externos. Todas as emoções são naturais de serem vividas, pois estas emergem com um papel adaptativo em resposta a um dado acontecimento (ex. encontro com alguém, barulho de algo) que, por sua vez, originam uma experiência subjetiva para o próprio com uma resposta cognitiva associada (pensamento), uma resposta fisiológica (sensação física), e a adoção de um comportamento (ação, evitamento, isolamento, expressão emocional). O processo da regulação emocional consiste na capacidade de saber gerir as emoções que são impulsionadas pelos estímulos com recurso a estratégias adaptativas saudáveis e que visam proporcionar experiências emocionais promotoras de equilíbrio psicológico.
Contudo, em certas situações, poderá existir uma inaptidão ou dificuldade neste processo, o que origina cenários de desregulação emocional onde as emoções podem ser vividas com uma elevada intensidade (temor, pânico) ou, pelo contrário, serem desativadas (despersonalização, apatia) perante dados eventos, pessoas ou circunstâncias.
Em casos extremos e recorrentes de desregulação emocional, podem existir transtornos de adaptação com reações desproporcionais intensas a eventos, o que pode conduzir ao surgimento de outras perturbações.
Sintomas & Manifestações
– Dificuldade em alterar estados emocionais;
– Hipersensibilidade a acontecimentos ou pessoas;
– Impulsividade e reações emocionais desproporcionais;
– Perda de foco e concentração;
– Irritabilidade;
– Dores físicas no geral;
– Perda de controlo emocional (ex. choro fácil);
– Tendência a conflitos interpessoais e a dinâmicas relacionais instáveis.