Deverá entrar em contacto via email através do formulário de agendamento, na secção da página que diz “Contatos”. Deve indicar os motivos do seu contato e preencher o questionário de qualificação respetivo. Após a submissão do questionário preenchido e envio do formulário de agendamento, terá um retorno via chamada telefónica dentro de 48h (dias úteis) ou, em casos excecionais, via email. Se por algum motivo não tenha uma resposta, peço que enviei um email a reforçar a sua solicitação de agendamento.
Pode cancelar qualquer serviço (ex. programas de assinatura e digitais) já pago com o seu respetivo reembolso no período de até 14 dias após o pagamento ter sido efetuado. Caso o cliente necessite faltar a alguma sessão agendada, deverá dar um aviso prévio de 24h, via email ou contato telefónico, por forma a que as mesmas possam ser à posteriori remarcadas.
O consentimento informado é redigido no início da prestação de serviço e tem o objetivo de especificar em que condições é que o mesmo será realizado, bem como obter de forma clara o compromisso e a concordância de ambas as partes. O documento deverá ser assinado tanto pelo cliente como pelo profissional, assegurando os direitos e deveres de cada um no decorrer do processo.
Na eventualidade dos problemas técnicos não serem arranjados num curto espaço de tempo após a interrupção, a sessão será remarcada o mais brevemente o possível, sem quaisquer custos adicionais. No caso de o cliente estar numa situação de extrema vulnerabilidade e sentir a eminente urgência de ter um apoio no imediato, o resto da sessão, excecionalmente, será feita via telefónica.
Os clientes deverão ter um computador com ligação à internet e disponíveis para acessar às sessões via google meets. No decorrer das sessões, os clientes deverão garantir que estão num ambiente calmo e em silêncio onde o sigilo e a privacidade da conversa possam ser salvaguardados.
As sessões serão realizadas via google meets.
Os pagamentos dos serviços poderão ser feitos de forma direta, parcelar ou justa, via MBway ou por transferência bancária. As explicações das diferentes modalidades de pagamento serão feitas na sessão de qualificação.
Existem preços sociais para vítimas de violência doméstica e/ou abusos sexuais, bem como para pessoas com o estatuto de “refugiado”;
A não comparência a uma sessão sem aviso prévio de 24h, por via telefónica ou por email, implicará o pagamento da totalidade do serviço, salvo em situações justificáveis por força maior (ex. doença ou situações de tragédia);
A clientes que recomendarem os serviços, a pessoa recomendada terá 15% de desconto no serviço do “Programa Singular”, assim como a pessoa que a referenciou na renovação de um subsequente “Programa Singular”.
Em algum momento das nossas vidas, todos passamos por situações desafiantes e que são complexas de gerir. Estas situações são, por norma, acompanhadas por sinais de sofrimento psicológico com manifestações desajustadas e que poderão ser prejudiciais para o próprio a nível comportamental, cognitivo e/ou físico. Podemos sentirmo-nos desamparados, com a sensação de estarmos “sozinhos”, desorientados, com medo, tristeza e desmotivação geral.
Apesar de poderem existir muitas situações em que somos capazes de gerir e superar desafios complexos sozinhos, poderão, por outro lado, existir circunstâncias que ultrapassam a nossa capacidade de gestão emocional e cognitiva por insuficiência de recursos internos e/ou externos para lidar com a situação, de uma forma saudável e adaptativa. Nestas circunstâncias, o recorrer a um profissional pode proporcionar a ajuda e o apoio essencial no processamento da situação e/ou objeto de stress e sofrimento, dotando a pessoa de competências, técnicas e ferramentas que visem a reparação e o restabelecimento do equilíbrio psicológico.
De igual forma, recorrer à ajuda psicológica também é aplicável numa ótica preventiva e não apenas reativa onde, em virtude dos conhecimentos científicos que o profissional possuí sobre o comportamento humano, o próprio possa ter um espaço que vise a expansão do seu autoconhecimento e, com isso, potenciar viver em alinhamento com a sua essência e esquema de valores, bem como prevenir possíveis situações passíveis de serem stressantes e causadoras de desequilíbrio emocional e cognitivo, em simultâneo com a promoção de saúde e bem-estar no geral.
Alguns dos motivos que costumam conduzir as pessoas a procurar ajuda profissional de um psicólogo são: manifestações de depressão, ansiedade, stress, problemas de comportamento, perturbações alimentares, luto, problemas profissionais, dificuldades e conflitos em relacionamentos, dificuldades escolares, problemas familiares ou conjugais, baixa autoestima, entre outros.
Sinais indicativos para procurar um psicólogo:
– Sensação prolongada de mau-humor, tristeza ou desamparo;
– Preocupação excessiva e agressividade;
– Uso abusivo de drogas, álcool (ou ainda outros vícios);
– Oscilações de humor frequentes;
– Baixa autoestima e insegurança pessoal;
– Incapacidade de lidar com a frustração e controlar comportamentos compulsivos;
– Problemas constantes de relacionamento interpessoal (familiar, afetivo ou em contextos profissionais);
– Experiências traumáticas e/ou memórias dolorosas atuais ou passadas;
– Ansiedade sentida de forma extrema e prolongada no tempo;
– Sentimento de medo extremo sentido a partir de possíveis fobias específicas;
– Problemas com o corpo ou com estilos de alimentação.
O processo psicoterapêutico caracteriza-se por proporcionar um espaço que incite à relação terapêutica que será criada entre o psicólogo e o cliente, fundada na confidencialidade, respeito e não discriminação, onde o cliente vai fazendo partilhas sobre o que sentir necessário e/ou quiser partilhar que, pode ou não, estar diretamente ou indiretamente relacionado com o que o motivou a procurar ajuda. Através da partilha e do conteúdo que o cliente vai trazendo para as sessões, o psicólogo, através de diferentes metodologias, abordagens e técnicas assentes em conhecimentos científicos, irá ser um veículo promotor à reflexão do próprio, permitindo abrir espaço para a sua gradual transformação cognitiva, emocional, relacional, comportamental e/ou física.
Durante este processo, o clínico irá sempre oferecer uma escuta ativa sobre o que lhe está a ser transmitido pelo cliente e acolher os seus conteúdos e conflitos internos, procurando dar-lhes um significado e sentido. Em última instância, para além dos objetivos psicoterapêuticos específicos que o cliente possa tenha, é desejável e expectável que, no fim de um processo psicoterapêutico, a autonomia do cliente tenha sido restaurada e/ou construída e que este sinta ter mais recursos internos para lidar com presentes e futuros objetos de stress, que sejam alvos de desorganização emocional e psíquica para o próprio.
As sessões online decorrem da mesma forma que as presenciais no que toca à estrutura e à aplicabilidade das abordagens e técnicas. A psicoterapia online possui o mesmo vínculo, qualidade e princípios éticos que o atendimento no registo presencial, mas por meios de comunicação distintos, nomeadamente por via tecnológica. O profissional irá basear o seu plano de intervenção da mesma forma que o faria se fosse num registo presencial, e a sua conduta ética e profissional será a mesma. Existem estudos que sustentam a não verificação de diferenças significativas entre os resultados do atendimento presencial versus o online. Contudo, para algumas populações-alvo específicas, como por exemplo vítimas de situações de catástrofes humanas ou naturais, ainda não existe suficiente evidência científica que sustente a não existência de diferenças quanto à escolha do registo do atendimento feito.
Adicionalmente, a psicoterapia online oferece um conjunto de benefícios em oposição ao registo presencial, nomeadamente a comodidade em que as consultas poderão ser realizadas, uma maior flexibilidade de horários para o cliente poder ajustar conforme a sua agenda, garantir o apoio emocional em situações que impeçam as deslocações físicas por parte do cliente, conceder o anonimato dos clientes, permitir proporcionar um maior leque de escolha de diferentes profissionais às pessoas, independentemente da localização dos mesmos, e promove a qualidade de vida para todos os que fisicamente se encontram longe, em zonas mais rurais ou populações expatriadas e emigrantes.
Toda a atuação dos psicólogos está balizada por cláusulas e condições específicas de sigilo e confidencialidade face a todo o conteúdo revelado sem a permissão registada do/a cliente, ao abrigo do código deontológico da Ordem dos Psicólogos Portugueses. As únicas exceções que podem justificar o profissional a quebrar a sua conduta de sigilo são situações cujos atos do cliente possam configurar-se de perigo imediato para o próprio ou para terceiros, ou quando o cliente puder estar numa situação de perigo face a terceiros.
Existem diferentes modelos psicoterapêuticos que constituem diferentes abordagens ao processo de intervenção psicoterapêutica, sendo que podem estar assentes em teorias distintas sobre o comportamento humano.
– Comportamentalista: tem como base de foco o comportamento, visando, através da manipulação, controlar o comportamento através do reforço positivo, procurando extinguir um comportamento que seja disruptivo e pejorativo por outro mais saudável e adaptativo;
-Psicanalítico/Psicodinâmico: assenta, essencialmente, numa postura “intra-psíquica”, procurando descobrir os fatores e razões inconscientes que conduziram a pessoa a determinados comportamentos e a sentir o que sente, através de uma análise profunda do papel de impulsos e conflitos inconscientes;
– Humanista: assenta numa abordagem centrada no cliente com a utilização de técnicas não diretivas como a escuta ativa, congruência, empatia e aceitação incondicional, por forma a permitir que o outro se sinta aceite e compreendido para permitir o seu crescimento e transformação;
– Construtivismo: assenta a sua abordagem nos significados que as pessoas atribuem às suas experiências e vivências na medida em que estas são agentes ativos na construção e reconstrução de novos hábitos, com novas memórias e perceções, em que novas competências são aprendidas e interiorizadas, como novas formas de pensar e sentir;
– Cognitivo-Comportamental: assenta no princípio de que as nossas crenças estão diretamente interligadas com os nossos comportamentos e integra-se num trabalho conjunto na procura de identificar e corrigir as distorções de pensamento, muitas vezes irracionais e irrealistas, que causam sofrimento emocional à pessoa e a conduzem a ter comportamentos pejorativos para si própria;
– Sistémica: assente na perspetiva de que o indivíduo está inserido num sistema que, por sua vez, tem impactos bidirecionais entre diferentes indivíduos, sendo que os problemas humanos não devem ser entendidos apenas a título individual, mas também em função dos contextos donde emergem e das ligações relacionais existentes. Por norma, é uma abordagem utilizada em grupos ou pares e em terapia de casal.
– Desenvolvimental: focaliza a sua abordagem nos fatores dos diferentes estágios de desenvolvimento da pessoa e das suas experiências, procurando examinar as influências que a natureza e os processos de mudança ao longo das várias fases de vida da pessoa acabaram por conduzir ao surgimento dos problemas, inquietações e sofrimento psicológico. Envolve uma interação entre o comportamento do indivíduo, as suas características pessoais, como também os fatores ambientais, biológicos, neurológicos, contexto social e o ambiente em que este se foi desenvolvendo enquanto pessoa.
Cada profissional poderá ser especializado em uma ou mais abordagens acima referenciadas ou, por sua vez, procurar adotar uma abordagem integrativa, utilizando abordagens e técnicas de diferentes modelos e complementares áreas de especialização consoante as características do cliente e as problemáticas apresentadas.
Sempre que o cliente não se sentir confortável e satisfeito com o processo psicoterapêutico, deverá comunicar ao profissional e partilhar as suas opiniões e inquietações e, em última instância, deverá comunicar que tem a intenção de cessar o processo e explicar os motivos para o fazer. Todavia, não é possível existirem dois processos psicoterapêuticos em simultâneo em virtude das especificidades deste trabalho assente e realizado através de uma relação de confiança entre duas pessoas.
De forma a garantir a neutralidade do profissional e promover um espaço de confidencialidade, não é aconselhado que pessoas do mesmo núcleo familiar ou pessoas com relações afetivas próximas, cujos aspetos de intervenção incluam ambas as pessoas na dinâmica vivencial, partilhem o mesmo psicólogo clínico.
Os psicólogos (clínicos) e os psiquiatras são profissionais com percursos académicos e objetivos de atuação diferentes, apesar de trabalharem recorrentemente em parceria. O psiquiatra provém da área da Medicina e procura avaliar os pacientes com base em princípios e modelos médicos tendo, assim, o poder para prescrever medicação, se assim se justificar ou, por outro lado, encaminhar para outras especialidades que melhor possam responder às queixas apresentadas. O psicólogo provém da área da Psicologia e procura compreender o paciente/cliente com uma abordagem holística sobre todo o funcionamento psicológico, tendo como objetivo de definir um plano terapêutico de intervenção com recurso a técnicas e estratégias assentes na ciência psicológica, que visem uma reestruturação cognitiva e, por sua vez, a mudança de comportamentos, aquisição de hábitos mais saudáveis e adaptáveis, uma maior regulação emocional e um aumento da autoestima e do bem-estar geral.
A resposta a esta questão é muito própria e subjetiva. Acima de tudo deverá escolher um profissional que seja credenciado e inscrito na Ordem dos Psicólogos Portugueses para que esteja apto a poder trabalhar consigo. Posteriormente, poderá procurar saber quais são os modelos de intervenção preferenciais do mesmo e procurar perceber se se identifica com as abordagens dos mesmos, assim como o percurso profissional, no geral. Não obstante, as primeiras sessões serão as mais importantes para conseguir responder a esta questão, em termos da empatia e do retorno que irá recebendo, do nível de confiança e da sensação de conforto que irá sentir e a sensação de bem-estar após cada sessão. Deverá, também, colocar sempre todas as suas dúvidas e expressar-se sempre que algo que o profissional possa ter dito ou feito que o tenha deixado desconfortável
A primeira sessão é um momento onde o profissional procurará explorar o enquadramento atual da vivência da pessoa, em diferentes dimensões, as suas necessidades na procura de apoio e os objetivos que pretende alcançar com o serviço (psicoterapia, coaching ou consultoria). É realizada uma entrevista inicial onde serão feitas questões alusivas a diferentes temas da vida atual da pessoa, percurso educativo e profissional, antecedentes familiares e relacionais, história pessoal, historial médico, entre outras informações que sejam relevantes, atendendo a cada caso. Por este motivo, é natural que a primeira consulta/sessão possa demorar um pouco mais do que 1 hora. Também será apresentado o consentimento informado sobre as condições em que o serviço irá decorrer para que o cliente possa ler atentamente e esclarecer quaisquer dúvidas antes de assinar e dar início ao processo
As sessões terão a duração de 60 minutos. A primeira poderá demorar um pouco mais de tempo.
Os benefícios da psicoterapia não se cingem apenas à redução e/ou eliminação de sintomatologia em contexto de quadros psicopatológicos e/ou perturbações mentais. É um processo que visa proporcionar, acima de tudo, uma sensação de equilíbrio e bem-estar geral na pessoa, através de diferentes abordagens e técnicas que visem potenciar o autoconhecimento do cliente, desenvolver recursos internos que lhe permitam lidar de forma adaptativa com situações e/ou objetos passíveis de serem stressantes, melhorar as relações interpessoais, aprender a fazer uma gestão emocional eficaz e que vise mitigar a reatividade emocional, potenciar uma comunicação mais assertiva e com um maior grau de inteligência emocional, melhorar a autoestima e potenciar a alteração de comportamentos e a aquisição de novos hábitos.
Escolher fazer um processo de psicoterapia pretende ser sempre um acrescento de valor à vida de uma pessoa, mesmo que esta, até à data, sempre tenha sido capaz de resolver os seus problemas sozinho/a. Isto porque é um processo promotor do autoconhecimento, com o apoio de um profissional que procura potenciar o processamento de pensamentos, emoções e/ou comportamentos que visam à resolução ou o entendimento de diferentes questões que sejam significativas para o cliente e para a sua vida. Desta forma, é um processo que permite atuar, igualmente, na prevenção da saúde mental face a futuras situações e/ou estímulos alvos de serem stressantes e, assim, desafiantes de gestão, onde este já terá uma consciência mais apurada para saber identificar, bem como intervir com diferentes estratégias, tirando partido dos seus recursos internos. Em última instância, permite que o próprio invista num processo introspetivo sobre a sua vida no geral e adote comportamentos que estejam alinhados com o seu bem-estar e felicidade.
A existência de suporte social representa um papel importante como um positivo e adaptativo recurso externo que a pessoa tem para poder recorrer em momentos mais difíceis de gerir. Contudo, é um apoio bastante distinto do apoio de um profissional de saúde, na medida em que no âmbito de relações interpessoais entre pessoas que se conhecem, é natural existir a tendência para a troca de opiniões e conselhos que são o reflexo do que o próprio considera ser o mais acertado, mas não necessariamente o melhor e o que mais faz sentido para o outro.
Com o apoio de um profissional conseguirá garantir um espaço onde não existirão quaisquer juízos de valor, nem a emissão de opiniões, onde o psicólogo manterá uma postura neutra e idónea, para além de ser alguém com conhecimentos sobre a aplicabilidade da ciência psicológica e treinado para possuir uma escuta ativa e atuar com base em modelos e técnicas psicoterapêuticas no seio de uma relação, tendo por base a premissa da empatia. Adicionalmente, um psicólogo promove o crescimento da pessoa em várias dimensões e o expandir da sua consciência, fruto das suas qualificações e com um trabalho que é feito com a pessoa de uma forma assertiva e que visa em última instância promover a autonomia emocional. Assim, um amigo pode prestar conselhos e dar sugestões assim como dar apoio emocional; e um psicólogo irá procurar ajudar a pessoa a desenvolver recursos internos para saber responder em momentos desafiantes, que sejam adaptativos e reduzam o sofrimento psicológico.
No início de um processo, aconselha-se que seja numa periodicidade semanal, para maior benefício do cliente e do estabelecimento da relação terapêutica. Não obstante, as sessões podem ser realizadas com uma periodicidade quinzenal ou mesmo mensal, atendendo à situação apresentada e à vontade do cliente.
No decorrer do processo é natural que a pessoa possa começar uma espiral de questionamento e ter uma certa confusão mental inicial, com pensamentos entrelaçados sobre um conjunto variado de coisas, fruto do trabalho de reflexão e introspeção que se está a permitir fazer. Poder colocar muitas coisas em causa, para melhor poder conceder-lhes um significado e sentido para si e para a sua vida. Igualmente poderá ocorrer o reavivar memórias de experiências de vida com uma conotação negativa que poderá trazer implicações emocionais turbulentas ou, simplesmente, importantes para serem processadas. Precisamente por existir este movimento do despir várias camadas do “eu”, em que o surgimento de pensamentos poderão contrariar o padrão daqueles que eram os habituais, a pessoa está a permitir redescobrir-se, resignificar-se e construir um “eu” (identidade) mais verdadeiro, congruente e resiliente.
Decorrente deste processo é, por isso, natural existirem picos de alterações emocionais, sendo um trabalho doloroso para o próprio, em virtude dos momentos de confronto com as suas vulnerabilidades e/ou sentimentos de frustração face a situações que lhe são significativas. Não obstante, é um processo merecedor do seu investimento, que tem como objetivo final dotar a pessoa de uma maior resiliência, reforço dos seus recursos internos e formas de coping para lidar com o que lhe causa dor e desorganização mental. Para além disto, a pessoa estará mais autoconsciente de si e do que a rodeia, capaz de se alinhar com o que lhe proporciona maior paz interior e saúde no geral.
A pessoa também deverá sentir ao longo das sessões um certo equilíbrio entre momentos de maior desafio emocional versus sentir que o profissional lhe concede respeito, conforto, alento, e que a incentiva a ter um pensamento crítico sobre o material que traz para as sessões, nomeadamente através da adoção de uma perspetiva mais alargada sobre as coisas, e a aquisição de novos comportamentos/hábitos. Por norma, uma “boa sessão”, apesar desta avaliação ser sempre subjetiva, acontece quando o cliente sente que aprendeu alguma coisa, e/ou se permitiu a estar mais recetivo a adotar uma visão crítica sobre crenças predominantes e/ou a adotar uma postura corporal menos rígida e tensa, e/ou momentos de catarse e sentir-se aliviado e com uma sensação corporal mais leve. A melhoria no humor, de forma gradual e a um ritmo subjetivo, é esperado que aconteça sessão a sessão, especialmente para o cliente passar a encarar as coisas de forma mais positiva no geral e com um sentimento e pensamento de esperança.
O psicólogo é um profissional que visa incidir a sua atuação na redução de sintomatologia que provoque sofrimento psíquico e que seja condicionante do bem-estar e da vivência de uma vida equilibrada do ponto de vista emocional, relacional, cognitivo, espiritual e que, consequentemente, influenciará trazer benefícios diretamente positivos para o bem-estar também físico e orgânico da pessoa. Não obstante, o psicólogo não é médico, pelo que não poderá em momento algum prescrever medicação. Poderá, sim, colaborar com outros profissionais, nomeadamente médicos, numa ótica de intervenção multidisciplinar, se assim a situação o exigir.
O coaching é um processo de aprendizagem e desenvolvimento de competências (comportamentais, psicológicas e emocionais) com vista à obtenção de objetivos específicos e resultados pretendidos. É o indivíduo que encontrará as suas próprias soluções através de um conjunto de metodologias, técnicas e ferramentas conduzidas por um profissional habilitado (coach). É, assim, um processo focado para quem visa atingir objetivos específicos ou potenciar o seu desenvolvimento pessoal, numa ótica de conhecer melhor os seus valores e delinear objetivos pessoais e profissionais futuros.
Ao contrário da psicoterapia, que procura aliviar o sofrimento psicológico, o coaching é focado no futuro e não no passado, e o seu foco não é no problema, mas sim nos próprios recursos do cliente para encontrar as suas soluções e caminhar do presente para o futuro. Visa a facilitação do alcance das metas desejadas.
Ao contrário do mentoring que visa guiar o cliente ensinando-lhe e prestando-lhe conselhos que o ajudam a crescer numa determinada área de atuação, o coaching está voltado para o futuro com base na situação atual do cliente e o coach não prestará conselhos nem irá servir como modelo de referência para o seu cliente.
Por fim, em oposição da consultoria que apresenta recomendações para resolver problemas específicos, o coaching não procura resolver questões do cliente, mas antes levá-lo a refletir e a ser ele próprio a fornecer as respostas e soluções.
O conceito de coachee aplica-se ao cliente no decorrer de um processo de coaching. Para que o coachee possa tirar partido dos benefícios do processo, deverá responsabilizar-se pela presença nas sessões de coaching, empenhar-se nas competências a serem desenvolvidas durante o processo, envolver-se ativamente na execução das atividades e exercícios acordados com o coach, esforçar-se pelo alcance dos seus objetivos, estar disponível para receber o feedback do coach, ser sincero nas informações prestadas, e aceitar que os resultados do processo dependem essencialmente de si e não do coach.
Não é possível, nem permitido pela Ordem dos Psicólogos Portugueses, efetuar qualquer estimativa de tempo para o tratamento na esfera da psicoterapia, bem como prometer resultados específicos. Qualquer processo que vise mudanças comportamentais, cognitivas e emocionais será sempre subjetivo e muito próprio, variando de pessoa para pessoa, objetivos terapêuticos que tenham sido definidos, a complexidade dos problemas, fontes de stress e de situação, para além dos traços de personalidade de cada pessoa.
Esta subjetividade também é aplicável a um processo de coaching e consultoria, apesar de nestes dois tipos de serviços, por norma, atingidos os objetivos inicialmente definidos, o processo é concluído até existir motivação da pessoa em iniciar outro processo com a definição de novos objetivos a serem trabalhados.